Espaço de compartilhamento, registros, sensações, reflexões, discussões, expressões, imagens, sons, vazios... de diversos elementos da forma e do conteúdo da arte e da vida. Blablabla...

"(...) não o grites de cima dos telhados, deixa em paz os passarinhos (...)"

"(...) Quem pode, pode Deixa os incomodados que se incomodem (...)"

"(...) um coturno (...) sapatilhas de arame (...) alpercatas de aço (...) pés descalços sem pele (...) um passo que a revele (...)"

"(...) Pra pedir silêncio eu berro Pra fazer barulho eu mesma faço (...)"

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Seu Olhar

Adoro a música "Seu Olhar", do Moska. Deixo aqui a letra pra você ver como é linda!

Aliás, adoro o Moska. Tudo dele e ele também. O show dele é lindo. Por falar em show e em lindo, o Chico vai estar aí no fim do mês que vem. Quero muito ir.

Sobre o meu solo, criei um blog específico para ele, pois tinha já muito material e ia sobrecarregar este aqui. O endereço é http://personaeneelic.blogspot.com/. 

Mas de vez em quando vou postando umas coisas dele por aqui também. Fica com a letra do Moska!

Foto de Ana Claudia Lubitz


Gosto quando olho pra você
Gosto mais quando seu olho vem
Na direção do meu
Na direção do meu
Na direção do meu

Gosto ainda mais quando esquecemos
Onde estamos e olhando em volta escolhemos
A mesma coisa pra olhar
A mesma coisa pra olhar
A mesma coisa pra olhar

Gosto quando olho com você o mundo
E gosto mais do mundo quando posso olhar pra ele com você
Gosto mais do mundo quando posso olhar pra ele com você
Gosto mais do mundo quando posso olhar pra ele com você

Na direção do meu
Na direção do meu
A mesma coisa pra olhar
A mesma coisa pra olhar

Gosto quando olho com você o mundo
E gosto mais do mundo quando posso olhar pra ele com você
Gosto mais do mundo quando posso olhar pra ele com você
Gosto mais do mundo quando posso olhar pra ele com você

Gosto mais do mundo quando posso olhar pra ele...com você

domingo, 30 de outubro de 2011

Solo meu...

Pra quem ainda não sabe, estou preparando um espetáculo solo. 

Em outro momento falo mais sobre ele. Por enquanto, ficam aqui as imagens de inspiração da pesquisa que estamos fazendo neste momento, Marçal Rodrigues (diretor do espetáculo) e eu.

Estreia agendada pra começo do ano que vem, pode ir se preparando!









terça-feira, 20 de setembro de 2011

Coisas que percebi, heterônimos, solo...


Dei-me conta (oh, que coisa, levei quase trinta anos para perceber isso!)...

Voltando: percebi que algumas passagens da vida têm tanta importância que parece que ficam "coladas" na minha memória. Daí, o que acontece: parece que o ano de 1997 foi ontem. Então eu fico muito zangada quando entro na livraria e o atendente (mais ou menos 10 anos mais novo que eu) diz: "Ah, essa edição é beeem antiga. É de 1995!". Fico realmente zangada, com vontade de dizer um monte de troços a ele. Sim, troços mesmo, é a melhor palavra, nesse caso.

Mas não falo. Não falo nada e apenas observo. Sim, se tem uma coisa que aprendi no teatro é que a gente aprende muito observando as pessoas. Já passei da fase da histeria, de ser uma "atriz-afetada-pseudo-dramática-em-excesso". Não vi quando exatamente aconteceu. Mas passei desta fase. Tenho agora a calma dos ingleses, como diria Ionesco. Às vezes sinto que posso vender calma e paciência, de tanto que tenho. Meu lado juvenil briga com meu lado maduro, pois quase se irrita com tanta compreensão sobre a vida e "todas-as coisas-que-vêm-junto".

Parece papo de maluco, isso de ter mais de um lado dentro de si? Sorry, eu posso. Tenho o sobrenome do maior heterônimo que a poesia já conheceu, meu filho: eu posso. Ok? Se não estiveres ok, lamento muito. Sorry (de novo), é tudo o que posso te dizer.

Sim, cheguei na tenra idade de sentir pro-fun-da-men-te que não devo nada a ninguém, que as escolhas que fiz foram as mais adequadas para mim, que tenho carreira profissional sólida e encontrei o amor. Sabe o que acontece? Meu lado que lembra que fez terapia por anos diz assim: "ai, esbanjando felicidade desse jeito, parece que tu estás querendo convencer a ti mesma destas coisas todas". Agora sabes o que é o melhor de tudo isso? É ter um lado que é mais equilibrado emocionalmente, e que lembra a este outro (que precisa tanto de terapia) que "às vezes, um charuto é só um charuto", e que isso de não ter mais que convencer ninguém de qualquer coisa vale também para mim. E lembra que não fomos "criados culturalmente" para sermos felizes. Fomos educados para ter medo de Deus ou qualquer coisa que se aproxime disso (luz violeta, bolha dourada, sei lá). Medo da morte. Medo dos outros. Medo da rua. Medo de tudo. E se, pela primeira vez na vida, há um lado meu, muito profundo, que experimenta não ter medo de vááárias coisas muito importantes para mim, é claro que os outros lados vão ficar histéricos, querendo me manter nos velhos padrões.

Escrevi "importantes" e lembrei do Caco falando "importante é palavra velha e cansada, já dizia o Abujamra". Sim, às vezes uso palavras velhas e cansadas. Sou "barroca", como me puxa a orelha minha orientadora. Tudo bem. Lido bem com a crítica, hoje. Baixo a cabeça e trabalho. Aprendi que nenhum sucesso na vida vem de graça: é fruto de trabalho árduo. E daí quando vem, a aceitação é tranquila: pois é resultado crescimento que se operou aqui dentro. Aliás, faz cerca de um ano já que não escuto mais que minha escrita é barroca, hehe. Agora que lembrei disso. Parece que teve crescimento também aí.

Bem, mais um dia de trabalho. Sim, porque na minha opinião, 20 de setembro não tem absolutamente nada para ser comemorado. E daí, faço a minha parte: ao invés de ficar só criticando vou trabalhar.

Estou saindo para ensaiar meu solo. Ah, é, não havia dado a notícia por aqui ainda: estou preparando um solo. Estreia agendada para início de 2012. Vem me ver no teatro, sempre! À parte viver a vida com prazer, é o que eu faço de melhor.

Parte das people que compõe o espaço de criação lindo que é o Neelic. A gente faz a festa, always!

   

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Exaustão

Estou muuuuito cansada. De existir, mesmo. O tempo passa - balança da vida pesando: frustração. Sem arrependimento - melhor! Mas frustração sim.

Às vezes, ok. Não sempre. Mas frustração às vezes já dói suficientemente.

Certo, então. Carrego mais esta dor agora.

Ao menos a da ansiedade passou. É uma troca?

Tenho que saber qual prefiro?

Ou qual é menos pior?


Às vezes eu queria que o mundo fosse um ônibus no qual eu pudesse puxar a cordinha, descer e dar uma caminhada. E só. Só, entendeu? Só.

.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Grupo Neelic na Casa de Cultura e Escola do Neelic estreia Shakespeare

É isso aí.

Então, pra ninguém se atrapalhar:

O Primeiro Amor (do grupo Neelic) está na Casa de Cultura Mario Quintana. Sextas, sábados e domingos, até 24 de julho. Sempre às 20h.

O Shakespeare Despedaçado (dos alunos da Escola de Teatro do Neelic) estreia nesta quinta na Sala 504 da Usina do Gasômetro. E fica todas as quintas de julho às 20h. E sábados e domingos (dias 09,10,16,17) às 16h, na Usina também.

Entendeu certinho? Tá então não tem erro. Qualquer dúvida, é só ligar pro fone do Neelic (9274.9933). Estamos fazendo reserva de lugar pelo telefone, agora.

Abraços!

Fotografia do Primeiro Amor, de Kiran Federico León

domingo, 26 de junho de 2011

doce e cruel

Voltando em cartaz com Primeiro Amor, espetáculo do grupo Neelic. Estaremos na CCMQ (Casa de Cultura Mario Quintana), no Teatro Bruno Kiefer, de sextas a domingos, de 01 a 24 de julho, às 20h, sempre.

Se você gosta de algo doce que se torna bem amargo, assista. Se você não gosta, recomende. A peça é de rir, é de chorar, é de pensar, é de quase tudo que se pode sentir.

Vai lá nos ver!

"As lágrimas do mundo são em quantidade constante. Para cada um que irrompe em choro, em outra parte alguém para. Com o riso é a mesma coisa. "