Espaço de compartilhamento, registros, sensações, reflexões, discussões, expressões, imagens, sons, vazios... de diversos elementos da forma e do conteúdo da arte e da vida. Blablabla...

"(...) não o grites de cima dos telhados, deixa em paz os passarinhos (...)"

"(...) Quem pode, pode Deixa os incomodados que se incomodem (...)"

"(...) um coturno (...) sapatilhas de arame (...) alpercatas de aço (...) pés descalços sem pele (...) um passo que a revele (...)"

"(...) Pra pedir silêncio eu berro Pra fazer barulho eu mesma faço (...)"

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Novo post

Olá!

No blog do espetáculo "Portas do Invisível", próxima estreia do Grupo Neelic, novo post bem bacana, sobre a personagem Antígona:

http://portasdoinvisivel.blogspot.com/2012/02/antigona.html



Confere lá!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Passagem de ano...

Neste ano que se passou eu aprendi que sou capaz de fazer mais coisas do que eu imaginava ser. Aprendi que amo aqueles com quem me envolvo, de um amor humano mesmo. Mas que lamentavelmente não consigo tempo para me envolver com todos aqueles que gostaria de poder exercitar melhor o amor. Aprendi que às vezes minutos passam leeeentamente e que noutras o tempo passou e eu não vi. O que aconteceu? Onde eu estava? Onde minha mente estava quando aquela paisagem no ônibus passou e quando vi já estou nesta outra rua, que reconheço, mas que me parece às vezes estranhamente conhecida. Onde eu estava quando a minha pele começou a enrugar e eu não vi? É durante o sono que isso acontece? É uma espécie de entorpecimento? Envolvimento com o tempo? Com a falta de tempo? Com as pessoas que todas juntas à minha volta compõem e consomem o tempo? Eu me consumo no tempo. E o tempo, como o percebemos, é possível que nem exista. 

Isto eu também aprendi neste ano que passou.

Eu aprendi que posso viajar sozinha e me aproveitar de forma estrangeira. Eu entendi que sou uma estrangeira na minha pátria e na minha cidade. Ufa! Que bom foi entender isso!

Eu entendi fi-nal-men-te o teatro que eu quero fazer. E tive absoluta certeza daquele que eu não quero. Aprendi que sou, que estou, que fui, que já era, que não sou, que existo e inexisto em mim, em ti, no mundo... sou invisível, às vezes. Sou excessivamente visível em outras.

Aprendi que preciso muuuuito de momentos de silêncio absoluto. Que às vezes a minha irritabilidade aparece no meu rosto de forma tão transparente quanto todas as outras emoções (e às vezes me faz passar vergonha, hihihi). Vergonha, não: constrangimento. Constrangimento pelo outro, que está ali me irritando, em verdade.

Percebi que vou me permitir cada vez mais a falar o que eu quero, fazendo o exercício de não oprimir o ouvido alheio. Que me permito, às vezes sem filtro, ser ácida além do limite do bom-senso.

Descobri que não acredito em nada sobrenatural. Que deus é uma necessidade humana a partir do sofrimento que é a existência.

Aprendi que o meu deus é a felicidade, o exercício do prazer e da alegria, os bons encontros no teatro e na vida. Entendi finalmente o que é para mim a ética no teatro. E não me importo nem por um segundinho com o entendimento alheio. O meu me basta, agora.

Descobri que quero ser bem velhinha e continuar tendo a disposição para estar aberta a todos que me cercam, como vem sendo: descobrindo um presente em cada pessoa que atravessa meu caminho e que escolho que fique mais um pouco.

Descobri que tenho muito mais amigos do que eu imaginava. Descobri um Grupo Neelic forte, bonito e crescido! Descobri um dia de cada vez todas as pessoas que fazem parte deste lindo movimento. Movimento em Falso & Grupo Neelic = Eba!

Descobri que quero e vou estar ao lado do Gui até morrer. Que o amor se transforma todos os dias, de um jeito tão surpreendente como aquelas marcas do tempo que a gente não vê passando. Que, como eu não acredito mais no sobrenatural, cada dia da minha vida é muito valioso, e que encontrei a pessoa certa para mim. 

Descobri novas relações com a minha mãe e com o meu irmão. Descobri novas famílias na mesma família. E que me faz muito feliz pensar que os avós do Gui agora são meus também, mesmo que emprestados. Percebi que eu tinha carência de avós.

Aprendi que tenho amigos aqui e acolá, né, João? Saudade apertada! Vixe!

Descobri, por tudo isso e pelo muito mais que não cabe aqui expor, que sou contemplada.   

Percebi, finalmente, que poderia guardar tudo isso para mim, amando baixinho como queria o Mario, mas que prefiro compartilhar. Obrigada a você, que sabe que é parte disso aqui. 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Estreia amanhã peça de teatro no barco!!! Imperdível!!!



Grupo Neelic estreia espetáculo durante passeio de barco
pelas ilhas do Guaíba e Eldorado do Sul



          Depois de um ano de muito trabalho e sucesso de público em inúmeros espetáculos apresentados, o Grupo Neelic (Núcleo de Estudos e Experimentação da Linguagem Cênica) não poderia encerrar 2011 de forma diferente, senão com uma estreia inusitada que acontecerá dos dias 13 a 18 de dezembro, no horário das 19h às 20h50min. A peça, que se chama "A Noiva do Caí", não será encenada no palco e sim no barco chamado NOIVA DO CAÍ II. A iniciativa faz parte de uma parceria com os barcos de turismo da Usina do Gasômetro.
        
         O público assistirá à peça durante um passeio de barco, partindo da Usina do Gasômetro, com passagem pela Ilha da Pintada, Ilha Grande dos Marinheiros, Ilha das Flores e o município de Eldorado do Sul, retornando para a Usina. O espetáculo foi construído a partir de quatro contos da escritora Vera Karam: A Noiva do Caí, Primeiro de Maio, Tudo na Vida é Passageiro e Visita à Vovó.
        
         As histórias são marcadas pelo humor e ironia, focos característicos de Vera, que interferem no desenvolvimento dos personagens, determinando as relações constantes de suas fábulas. Na atuação dos profissionais do Grupo Neelic, se revela a escolha estética dos atores pela abordagem dos textos com um forte viés poético: a incompletude, a incomunicabilidade e o desamparo no cenário das relações. Tudo isso trabalhado com elementos da memória dos atores, recebe um tratamento que se aproxima do lirismo e se afasta do conflito dramático, usando aspectos da performance teatral. Durante a encenação, os atores vivenciam diversos personagens em um trabalho de elaboração cênica a partir do aprofundamento das ações físicas e vocais, coordenado pela diretora Desirée Pessoa e as preparadoras vocais Ligia Motta e Leonor Melo.

   Os ingressos para “A Noiva do Caí” podem ser adquiridos na própria bilheteria dos barcos, atrás da Usina do Gasômetro, no valor de 50 reais. Idosos, classe artística, professores e estudantes pagam meia-entrada. As promoções especiais a seguir valerão de terça a quinta-feira: 50% de desconto para os assinantes dos jornais de Porto Alegre, para as pessoas que reservarem seus ingressos com até 72 horas de antecedência da apresentação (enviando um e-mail ao Grupo Neelic – teatrodoneelic@gmail.com), para todos que participarem das promoções nas redes sociais virtuais do Grupo Neelic e para quem for acompanhado de mais de duas pessoas. Já na sexta, sábado e domingo, a promoção é meia-entrada para todos.


Ficha Técnica:
Direção: Desirée Pessoa;
Concepção: Caco Coelho;
Texto: Vera Karam;
Elenco: Suelen Gotardo e Bruno Fernandes;
Preparação Vocal: Leonor Melo e Ligia Motta;
Trilha: Desirée Pessoa;
Figurino: Rô Cortinhas;
Fotografia: Kiran León;
Designer Gráfica: Paula Basei;
Produção: Adriano Roman;
Realização: Grupo Neelic - www.gruponeelic.com / fones: (51) 3391-5931 / (51) 9274-9933    

A Noiva do Caí - Cartaz


terça-feira, 15 de novembro de 2011

A dura vida dos ateus

Acabo de ler o texto abaixo no site da Revista Época, link
 http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2011/11/dura-vida-dos-ateus-em-um-brasil-cada-vez-mais-evangelico.html, e, como já venho pensando há uns tempos nessa questão, resolvi postar aqui. Até porque este é um dos assuntos que trato no meu solo. Boa leitura!


A dura vida dos ateus em um Brasil cada vez mais evangélico
A parábola do taxista e a intolerância. Reflexão a partir de uma conversa no trânsito de São Paulo. A expansão da fé evangélica está mudando “o homem cordial”?

Texto de ELIANE BRUM em 14/11/2011.


ELIANE BRUM - Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de um romance - Uma Duas (LeYa) - e de três livros de reportagem: Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo). E codiretora de dois documentários: Uma História Severina e Gretchen Filme Estrada. 
elianebrum@uol.com.br; @brumelianebrum. 


O diálogo aconteceu entre uma jornalista e um taxista na última sexta-feira. Ela entrou no táxi do ponto do Shopping Villa Lobos, em São Paulo, por volta das 19h30. Como estava escuro demais para ler o jornal, como ela sempre faz, puxou conversa com o motorista de táxi, como ela nunca faz. Falaram do trânsito (inevitável em São Paulo) que, naquela sexta-feira chuvosa e às vésperas de um feriadão, contra todos os prognósticos, estava bom. Depois, outro taxista emparelhou o carro na Pedroso de Moraes para pedir um “Bom Ar” emprestado ao colega, porque tinha carregado um passageiro “com cheiro de jaula”. Continuaram, e ela comentou que trabalharia no feriado. Ele perguntou o que ela fazia. “Sou jornalista”, ela disse. E ele: “Eu quero muito melhorar o meu português. Estudei, mas escrevo tudo errado”. Ele era jovem, menos de 30 anos. “O melhor jeito de melhorar o português é lendo”, ela sugeriu. “Eu estou lendo mais agora, já li quatro livros neste ano. Para quem não lia nada...”, ele contou. “O importante é ler o que você gosta”, ela estimulou. “O que eu quero agora é ler a Bíblia”. Foi neste ponto que o diálogo conquistou o direito a seguir com travessões.
 - Você é evangélico? – ela perguntou.
 - Sou! – ele respondeu, animado.
 - De que igreja?
 - Tenho ido na Novidade de Vida. Mas já fui na Bola de Neve.
- Da Novidade de Vida eu nunca tinha ouvido falar, mas já li matérias sobre a Bola de Neve. É bacana a Novidade de Vida?
- Tou gostando muito. A Bola de Neve também é bem legal. De vez em quando eu vou lá.
- Legal.
- De que religião você é?
- Eu não tenho religião. Sou ateia.
- Deus me livre! Vai lá na Bola de Neve.
- Não, eu não sou religiosa. Sou ateia.
- Deus me livre!
- Engraçado isso. Eu respeito a sua escolha, mas você não respeita a minha.
- (riso nervoso).
- Eu sou uma pessoa decente, honesta, trato as pessoas com respeito, trabalho duro e tento fazer a minha parte para o mundo ser um lugar melhor. Por que eu seria pior por não ter uma fé?
- Por que as boas ações não salvam.
- Não?
- Só Jesus salva. Se você não aceitar Jesus, não será salva.
- Mas eu não quero ser salva.
- Deus me livre!
- Eu não acredito em salvação. Acredito em viver cada dia da melhor forma possível.
- Acho que você é espírita.
- Não, já disse a você. Sou ateia.
- É que Jesus não te pegou ainda. Mas ele vai pegar.
- Olha, sinceramente, acho difícil que Jesus vá me pegar. Mas sabe o que eu acho curioso? Que eu não queira tirar a sua fé, mas você queira tirar a minha não fé. Eu não acho que você seja pior do que eu por ser evangélico, mas você parece achar que é melhor do que eu porque é evangélico. Não era Jesus que pregava a tolerância?
- É, talvez seja melhor a gente mudar de assunto...
O taxista estava confuso. A passageira era ateia, mas parecia do bem. Era tranquila, doce e divertida. Mas ele fora doutrinado para acreditar que um ateu é uma espécie de Satanás. Como resolver esse impasse? (Talvez ele tenha lembrado, naquele momento, que o pastor avisara que o diabo assumia formas muito sedutoras para roubar a alma dos crentes. Mas, como não dá para ler pensamentos, só é possível afirmar que o taxista parecia viver um embate interno: ele não conseguia se convencer de que a mulher que agora falava sobre o cartão do banco que tinha perdido era a personificação do mal.)
Chegaram ao destino depois de mais algumas conversas corriqueiras. Ao se despedir, ela agradeceu a corrida e desejou a ele um bom fim de semana e uma boa noite. Ele retribuiu. E então, não conseguiu conter-se:
- Veja se aparece lá na igreja! – gritou, quando ela abria a porta.
- Veja se vira ateu! – ela retribuiu, bem humorada, antes de fechá-la.
Ainda deu tempo de ouvir uma risada nervosa.  
A parábola do taxista me faz pensar em como a vida dos ateus poderá ser dura num Brasil cada vez mais evangélico – ou cada vez mais neopentecostal, já que é esta a característica das igrejas evangélicas que mais crescem. O catolicismo – no mundo contemporâneo, bem sublinhado – mantém uma relação de tolerância com o ateísmo. Por várias razões. Entre elas, a de que é possível ser católico – e não praticante. O fato de você não frequentar a igreja nem pagar o dízimo não chama maior atenção no Brasil católico nem condena ninguém ao inferno. Outra razão importante é que o catolicismo está disseminado na cultura, entrelaçado a uma forma de ver o mundo que influencia inclusive os ateus. Ser ateu num país de maioria católica nunca ameaçou a convivência entre os vizinhos. Ou entre taxistas e passageiros.
Já com os evangélicos neopentecostais, caso das inúmeras igrejas que se multiplicam com nomes cada vez mais imaginativos pelas esquinas das grandes e das pequenas cidades, pelos sertões e pela floresta amazônica, o caso é diferente. E não faço aqui nenhum juízo de valor sobre a fé católica ou a dos neopentecostais. Cada um tem o direito de professar a fé que quiser – assim como a sua não fé. Meu interesse é tentar compreender como essa porção cada vez mais numerosa do país está mudando o modo de ver o mundo e o modo de se relacionar com a cultura. Está mudando a forma de ser brasileiro.
Por que os ateus são uma ameaça às novas denominações evangélicas? Porque as neopentecostais – e não falo aqui nenhuma novidade – são constituídas no modo capitalista. Regidas, portanto, pelas leis de mercado. Por isso, nessas novas igrejas, não há como ser um evangélico não praticante. É possível, como o taxista exemplifica muito bem, pular de uma para outra, como um consumidor diante de vitrines que tentam seduzi-lo a entrar na loja pelo brilho de suas ofertas. Essa dificuldade de “fidelizar um fiel”, ao gerir a igreja como um modelo de negócio, obriga as neopentecostais a uma disputa de mercado cada vez mais agressiva e também a buscar fatias ainda inexploradas. É preciso que os fiéis estejam dentro das igrejas – e elas estão sempre de portas abertas – para consumir um dos muitos produtos milagrosos ou para serem consumidos por doações em dinheiro ou em espécie. O templo é um shopping da fé, com as vantagens e as desvantagens que isso implica.
É também por essa razão que a Igreja Católica, que em períodos de sua longa história atraiu fiéis com ossos de santos e passes para o céu, vive hoje o dilema de ser ameaçada pela vulgaridade das relações capitalistas numa fé de mercado. Dilema que procura resolver de uma maneira bastante inteligente, ao manter a salvo a tradição que tem lhe garantido poder e influência há dois mil anos, mas ao mesmo tempo estimular sua versão de mercado, encarnada pelos carismáticos. Como uma espécie de vanguarda, que contém o avanço das tropas “inimigas” lá na frente sem comprometer a integridade do exército que se mantém mais atrás, padres pop star como Marcelo Rossi e movimentos como a Canção Nova têm sido estratégicos para reduzir a sangria de fiéis para as neopentecostais. Não fosse esse tipo de abordagem mais agressiva e possivelmente já existiria uma porção ainda maior de evangélicos no país.
Tudo indica que a parábola do taxista se tornará cada vez mais frequente nas ruas do Brasil – em novas e ferozes versões. Afinal, não há nada mais ameaçador para o mercado do que quem está fora do mercado por convicção. E quem está fora do mercado da fé? Os ateus. É possível convencer um católico, um espírita ou um umbandista a mudar de religião. Mas é bem mais difícil – quando não impossível – converter um ateu. Para quem não acredita na existência de Deus, qualquer produto religioso, seja ele material, como um travesseiro que cura doenças, ou subjetivo, como o conforto da vida eterna, não tem qualquer apelo. Seria como vender gelo para um esquimó.
Tenho muitos amigos ateus. E eles me contam que têm evitado se apresentar dessa maneira porque a reação é cada vez mais hostil. Por enquanto, a reação é como a do taxista: “Deus me livre!”. Mas percebem que o cerco se aperta e, a qualquer momento, temem que alguém possa empunhar um punhado de dentes de alho diante deles ou iniciar um exorcismo ali mesmo, no sinal fechado ou na padaria da esquina. Acuados, têm preferido declarar-se “agnósticos”. Com sorte, parte dos crentes pode ficar em dúvida e pensar que é alguma igreja nova.
Já conhecia a “Bola de Neve” (ou “Bola de Neve Church, para os íntimos”, como diz o seu site), mas nunca tinha ouvido falar da “Novidade de Vida”. Busquei o site da igreja na internet. Na página de abertura, me deparei com uma preleção intitulada: “O perigo da tolerância”. O texto fala sobre as famílias, afirma que Deus não é tolerante e incita os fiéis a não tolerar o que não venha de Deus. Tolerar “coisas erradas” é o mesmo que “criar demônios de estimação”. Entre as muitas frases exemplares, uma se destaca: “Hoje em dia, o mal da sociedade tem sido a Tolerância (em negrito e em maiúscula)”. Deus me livre!, um ateu talvez tenha vontade de dizer. Mas nem esse conforto lhe resta.
Ainda que o crescimento evangélico no Brasil venha sendo investigado tanto pela academia como pelo jornalismo, é pouco para a profundidade das mudanças que tem trazido à vida cotidiana do país. As transformações no modo de ser brasileiro talvez sejam maiores do que possa parecer à primeira vista. Talvez estejam alterando o “homem cordial” – não no sentido estrito conferido por Sérgio Buarque de Holanda, mas no sentido atribuído pelo senso comum.
Me arriscaria a dizer que a liberdade de credo – e, portanto, também de não credo – determinada pela Constituição está sendo solapada na prática do dia a dia. Não deixa de ser curioso que, no século XXI, ser ateu volte a ter um conteúdo revolucionário. Mas, depois que Sarah Sheeva, uma das filhas de Pepeu Gomes e Baby do Brasil, passou a pastorear mulheres virgens – ou com vontade de voltar a ser – em busca de príncipes encantados, na “Igreja Celular Internacional”, nada mais me surpreende.
Se Deus existe, que nos livre de sermos obrigados a acreditar nele. 
(Eliane Brum escreve às segundas-feiras)

domingo, 6 de novembro de 2011

Estudando com o Chico...

Estou estudando para o meu solo. Acabo de postar no blog PERSONAENEELIC um pouco do que tenho lido sobre performance. Dá uma olhada lá: http://personaeneelic.blogspot.com/.

Estou escutando Chico: "Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela, será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela?..."

A temperatura está agradável e isso ajuda a estudar. O clima me influencia.

Ontem fizemos o primeiro ensaio para a reestreia da Sem Açúcar. Adoro a peça, vamos voltar em dezembro, estou bem feliz com isso.

Abaixo deixo então uma foto da peça, pra você ir se preparando pra vir assistir...

"Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela, morena bichinha danada minha camarada..."

Com o ator (e meu amigo) Silvio Ramão, foto de Kiran Leon.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Seu Olhar

Adoro a música "Seu Olhar", do Moska. Deixo aqui a letra pra você ver como é linda!

Aliás, adoro o Moska. Tudo dele e ele também. O show dele é lindo. Por falar em show e em lindo, o Chico vai estar aí no fim do mês que vem. Quero muito ir.

Sobre o meu solo, criei um blog específico para ele, pois tinha já muito material e ia sobrecarregar este aqui. O endereço é http://personaeneelic.blogspot.com/

Mas de vez em quando vou postando umas coisas dele por aqui também. Fica com a letra do Moska!

Foto de Ana Claudia Lubitz


Gosto quando olho pra você
Gosto mais quando seu olho vem
Na direção do meu
Na direção do meu
Na direção do meu

Gosto ainda mais quando esquecemos
Onde estamos e olhando em volta escolhemos
A mesma coisa pra olhar
A mesma coisa pra olhar
A mesma coisa pra olhar

Gosto quando olho com você o mundo
E gosto mais do mundo quando posso olhar pra ele com você
Gosto mais do mundo quando posso olhar pra ele com você
Gosto mais do mundo quando posso olhar pra ele com você

Na direção do meu
Na direção do meu
A mesma coisa pra olhar
A mesma coisa pra olhar

Gosto quando olho com você o mundo
E gosto mais do mundo quando posso olhar pra ele com você
Gosto mais do mundo quando posso olhar pra ele com você
Gosto mais do mundo quando posso olhar pra ele com você

Gosto mais do mundo quando posso olhar pra ele...com você